Entrevista com Maurício Garcia

Sabe quando você vê uma bola levantada próxima a rede e até quer pular para cortar, mas sabe que está fora do seu alcance, e de repente aparece alguém melhor colocado e manda a bola pro chão? Pois bem, o primeiro contato que tive com o Maurício Garcia foi assim. Compartilhei a notícia de um estudo e algum seguidor da página no Facebook teve algumas dúvidas, bem pertinentes, inclusive. Então o Maurício, o próprio autor do estudo, respondeu às dúvidas com clareza e humildade admiráveis. Por admirar o gesto e por ter como objetivo do blog dar espaço para os profissionais da área falarem sobre seu trabalho, convidei-o para uma entrevista. Gentilmente, ele aceitou e falou sobre formação, assuntos de interesse, vida de pesquisador e, claro, sobre o amor pela Paleontologia. Confira a entrevista!

Bom, como nosso primeiro contato veio do Facebook, não pude deixar de checar seu perfil. Vi que você gerencia a página de ciências “O dragão da minha garagem”, o que me leva a crer que, além de ser apaixonado por ciências, você deve ser fã do Carl Sagan. Fale um pouco sobre como entrou no mundo científico e que eventos e influências te levaram a ele. 

Maurício Garcia: Desde que me lembro, sempre fui fascinado por áreas da ciência como a biologia e a astronomia, e meus pais sempre incentivaram essa curiosidade com revistas, livros e etc. Certamente algumas das maiores influências que me fizeram buscar a carreira científica foram os documentários Walking with Dinosaurs (1999-2000) e Walking with Beasts (2001) da BBC e do documentário When Dinosaurs Roamed America (2001), do Discovery Channel, bem como algumas outras obras que vou mencionar mais adiante. Assim como fazia com as enciclopédias e livros, eu consumi este tipo de conteúdo de forma que, com o passar do tempo, esses assuntos já eram parte de mim de uma forma que eu precisava ir além. Mais tarde, com acesso à internet, um dos meus principais “passatempos” era justamente ficar pesquisando mais e mais a respeito desses assuntos.

Já no Ensino Médio eu comecei a realmente pavimentar o meu caminho para a carreira científica, lendo livros a respeito de ciências, ceticismo, entre outros. O principal deles foi sem dúvida “O Mundo Assombrado Pelos Demônios” (The Demon-Haunted World, 1995) de Carl Sagan, no qual o capítulo “Um Dragão na Minha Garagem” inspira o nome da página que eu administro. Assim como deve ter ocorrido com muitas pessoas que leram essa obra, ela expandiu meus horizontes de uma forma que é até difícil explicar. A obra aborda a questão do ceticismo, do método científico e do pensamento crítico de tal forma que eu posso dizer seguramente que ela foi essencial na construção da maneira a qual eu enxergo o mundo. Por fim, eu tive a sorte de ter excelentes professoras de Biologia ao longo do ensino médio, que influenciaram muito na minha decisão em me graduar nesta área.

Pelo que pude perceber pela sua formação e pelas suas pesquisas, você se especializou em dinossauros brasileiros do Triássico, certo? (senão, pode dizer haha) De todos os períodos nos quais os dinossauros povoaram a Terra, podemos dizer que o Triássico foi o mais “esquisito”, com uma grande explosão de diversidade dos arcossauros, alguns se tornando bem sucedidos e outros nem tanto. Poderia dizer por que escolheu esse período como objeto de estudo? Existe algum motivo específico para isso?

Maurício Garcia: Exatamente. Minha área de especialidade envolve o Período Triássico, que como tu mesmo comentaste foi um período muito peculiar da história da vida na Terra, e mais especificamente os dinossauros e outros animais proximamente relacionados. Acabei trabalhando nesta área simplesmente porque no laboratório onde comecei a trabalhar com paleontologia (o Laboratório de Estratigrafia e Paleobiologia da Universidade Federal de Santa Maria do Dr. Átila da Rosa) os materiais fósseis disponíveis são principalmente deste período. Isso ocorre porque aqui no Rio Grande do Sul, as principais rochas que provém fósseis são justamente oriundas de vários faixas de tempo do Triássico. Geralmente é assim, determinados laboratórios trabalham principalmente com certos períodos ou com certos grupos fósseis, pois estes são aqueles disponíveis ao seu redor. Ainda que seja possível escapar dessa “limitação”, na maior parte das vezes é isso que ocorre. Como eu sempre gostei muito de dinossauros, assim que surgiu a oportunidade de trabalhar com materiais correspondentes a este grupo eu agarrei na hora, e assim continuei me aprofundando cada vez mais. Mais tarde acabei ingressando em outro laboratório (o Laboratório de Paleobiodiversidade Triássica do Dr. Sérgio Dias da Silva), onde hoje sou bolsista. Sigo participando de ambos os laboratórios em paralelo, mas foi no laboratório do Dr. Sérgio que eu tive a oportunidade de ter ainda mais contato com os dinossauros do Triássico, por causa de um de seus alunos, o Dr. Rodrigo Müller, que na época era estudante de Mestrado, e que tem auxiliado na minha orientação desde então, fazendo com que eu não abandonasse mais a área dos dinos triássicos.

Trabalho de campo
Maurício e companheiros de equipe em trabalho de campo.
Costumo perguntar aos profissionais da área sempre em relação a formação profissional deles e de como ingressaram na Paleontologia, pois sabemos que existem vários meios de se chegar, mas nenhum deles é muito claro. Gostaria que explicasse os cursos e especializações que você fez desde o momento em que decidiu que seguiria esse caminho.

Maurício Garcia: No primeiro semestre de 2016 eu ingressei no curso de Graduação em Ciências Biológicas na Universidade Federal de Santa Maria, o qual eu estou cursando ainda hoje. Como no Brasil não existe um curso específico de Paleontologia, o que eu fiz foi ingressar nos laboratórios que eu mencionei antes, e assim o foco nesta área foi sendo construído ao longo dos anos através de leituras por conta própria e da orientação dos profissionais citados anteriormente, uma vez que de forma geral as matérias da grade curricular não atendem a algumas demandas da Paleontologia. Isso ocorre, porque a Paleontologia é uma área estranha, já que ela forma a interface da Geologia e da Biologia, mas muitas vezes acaba não tendo foco em nenhuma das duas. Ao finalizar a Graduação, pretendo ingressar no Programa de Pós-Graduação em Biodiversidade Animal (com ênfase em Paleontologia), ou seja, Mestrado e Doutorado, que são indispensáveis para aqueles que desejam continuar no ambiente acadêmico realizando pesquisa.

Essa é a trajetória mais comum para se tornar um paleontólogo no Brasil, entretanto outro caminho comum envolve graduar-se em Geologia e então ingressar na Pós-Graduação em alguma área da Paleontologia. Apesar disso, a Paleontologia é uma área tão ampla que, na prática, a Pós-Graduação em Paleontologia é mais importante do que o curso escolhido na Graduação em si, ainda que Biologia e Geologia sejam os cursos que geralmente oferecem uma preparação melhor para esta área.

Falando sobre sua pesquisa em relação ao Staurikosaurus pricei, surgiram dúvidas nas redes sociais sobre como apenas analisando alguns poucos pedaços de ossos seria possível identificar uma espécie ou ainda ter certeza que não se trata de uma nova espécie, mas um outro espécime de uma espécie já catalogada. Poderia falar um pouco mais detalhadamente a respeito da sua pesquisa e sobre essas questões envolvidas?

Maurício Garcia: Em um dos meus mais recentes trabalhos publicados, intitulado “Sobre o Estado Taxonômico de Teyuwasu barberenaiKishlat, 1999 (Archosauria: Dinosauriformes), um Táxon Desafiador do Triássico Superior do Sul do Brasil”, eu e meus coautores (os Drs. Sérgio e Rodrigo) reavaliamos os materiais elencados como sendo o holótipo, ou seja, o primeiro espécime de um dinossauro de nome ‘Teyuwasu barberenai’. Este dinossauro foi nomeado a partir de um fêmur e uma tíbia, não muito bem preservados, que haviam sido anteriormente atribuídos a um outro animal. Logo após sua nomeação em 1999, outros autores consideraram o “Teyuwasu como sendo um táxon problemático, pois ele apresentava características um tanto incomuns para a maior parte dos outros dinossauros de mesma idade (além da má preservação), e assim esse táxon permaneceu praticamente esquecido por 20 anos. Em nossa reavaliação, nós percebemos que algumas das características mais peculiares do Teyuwasu também estavam presentes no único espécime conhecido de Staurikosaurus pricei, que foi o primeiro dinossauro descrito para o Brasil (em 1970) e um dos primeiros dinossauros encontrados na América do Sul (em 1936). Staurikosaurus foi um dinossauro carnívoro de mais ou menos 2 metros e meio de comprimento, encontrado na cidade de Santa Maria-RS, em rochas de cerca de 233.23 milhões de anos. Rochas essas que contém os dinossauros mais antigos do mundo! Ele pertence ao grupo de dinossauros herrerassaurídeos (família Herrerasauridae), que são relativamente comuns em rochas triássicas da Argentina, mas que no Brasil são mais escassos. Uma vez que Teyuwasu é proveniente das mesmas rochas, da mesma região e possui características muito parecidas com o Staurikosaurus, nós levantamos a hipótese de que ambos na verdade se tratam da mesma espécie e, portanto, deveriam ser sinonimizados para o mesmo nome. Ou seja, os dois seriam considerados Staurikosaurus pricei, pois este nome foi cunhado antes de Teyuwasu barberenai. Como parte do processo de publicação, nossa hipótese foi revisada por pelo menos 4 outros profissionais da área, e então resta aguardar para ver se o restante da comunidade paleontológica vai aceitar nossa proposta ou não.

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Com relação a identificação através de poucos ossos, este é um assunto polêmico na área. Alguns paleontólogos defendem a ideia de que mesmo que um espécime seja fragmentário, ou seja, tenha preservado poucos ossos, se for possível elencar feições da anatomia desses ossos que sejam suficientes para diferenciá-lo de outras espécies conhecidas, então esse espécime poderia ganhar um novo nome. Outros paleontólogos (que é o meu caso), defendem que seria melhor aguardar até se obter um espécime mais completo antes de nomear, pois pode ser que as características identificadas estejam na verdade dentro do espectro de variação individual presente naquela espécie ou naquele grupo. Além disso, se nomearmos uma espécie com base em um crânio, e acharmos um outro espécime na mesma área, mas que que não tenha um crânio preservado, nós não teremos como saber se ambos pertencem a mesma espécie ou se são espécies distintas, pois não é possível comparar os materiais. Ao meu ver, é sempre interessante aguardar até se ter um material mais completo ou melhor preservado antes de se nomear uma espécie nova. Ainda assim, de forma geral, ossos isolados (dependendo de quais) podem sim ser identificados pelo menos a nível de grupo, pois de acordo com certas feições nós temos como saber se um osso isolado é pertencente a um dinossauro ou não, por exemplo.

Ainda falando sobre divulgação de pesquisas, você também participa de vídeos de canais do Youtube falando sobre descobertas e sobre Paleontologia em geral. O Luiz Eduardo Anelli faz um trabalho muito legal nas escolas e através de seus livros que ajuda a levar o conhecimento sobre dinossauros para pessoas que provavelmente não iriam atrás de um artigo científico e talvez não tivessem interesse no assunto pela maneira técnica com que são colocadas as coisas na área. De modo semelhante, o Rodolfo Nogueira tem projetos que misturam design e paleontologia para recriar visualmente esses animais, tornando mais fácil e acessível o primeiro contato interessante para muitas pessoas. Como você enxerga a divulgação científica e seu papel? Acha que projetos como o que eles fazem são pontes importantes para fazer a ligação entre o público leigo e os temas complexos abordados nessas pesquisas? Como você acha que as pesquisas devem ser divulgadas e para quem?

Maurício Garcia: Eu penso que a divulgação científica tem extrema importância, uma vez que ela faz a ponte entre o conhecimento científico que é produzido na academia e o público leigo, que na maior parte das vezes está financiando essas pesquisas indiretamente. Ao meu ver, a divulgação científica é essencial para fechar o ciclo da pesquisa científica, ou seja, o ato de transmitir o conhecimento adquirido é uma forma de dar um retorno para a sociedade.

Sim, projetos como esses que tu mencionaste são a razão pela qual muitas pessoas acabam ingressando na carreira científica mais a frente, então eles têm um papel fundamental no desenvolvimento científico do país. Principalmente porque os envolvidos são duas pessoas que eu conheço pessoalmente e sei que são apaixonadas pelo o que fazem. Sem divulgação científica, muito provavelmente boa parte das pessoas não teria um contato mais dinâmico com o conhecimento científico produzido. E bom, a ciência é um dos pilares da civilização contemporânea, então ela deve ser valorizada, e para isso a população tem que saber como ela é feita e quais os avanços tecnológicos, culturais e intelectuais que ela proporciona. Pessoalmente eu tento me envolver com divulgação científica sempre que possível, seja recebendo no laboratório alunos de fora da universidade, participando de vídeos ou lives nos canais do YouTube de amigos (ainda estou criando forças para lançar um canal próprio), editando verbetes da Wikipédia (tanto em Português quanto em Inglês) agregando novas informações ou corrigindo informações já presentes e inserindo mais fontes, ministrando palestras e minicursos a respeito da minha área ou criando conteúdo nas redes sociais, tanto na página que eu administro quanto no meu perfil pessoal. Infelizmente, muitas vezes eu acabo não tendo tempo hábil para me dedicar tanto quanto eu gostaria, mas acredito que, no mínimo, um cientista deveria divulgar as suas próprias pesquisas, e isso é algo que eu tento fazer. Claro que nem todos tem tempo livre, disposição ou até mesmo expressividade para fazê-lo. Nestes casos, então, seria interessante que este cientista buscasse outras pessoas que possam suprir essa sua dificuldade. Ninguém nasce sabendo fazer divulgação, é algo que se aprende errando, muito por conta desta atividade envolver o contato direto ou indireto com outras pessoas, então a linguagem usada deve ser apropriada e as simplificações devem ser feitas de forma inteligente para não descaracterizar a mensagem que está se tentando passar, e assim por diante.

Entre as curiosidades dos projetos que você já participou, não pude deixar de notar que já fez parte de concursos de Paleoarte. É uma área que você gosta também? Tem alguma arte que possa exibir?
Maurício Garcia: Paleoarte é uma área na qual eu tenho bastante interesse porque eu também sempre gostei muito de desenhar, apesar de que este hobbie foi ficando cada vez mais de lado conforme eu fui crescendo. Além disso, a paleoarte é parte fundamental da divulgação científica de paleontologia, muito porque ela é uma tradutora daquele conhecimento que foi gerado a partir dos diversos estudos. Seria muito mais difícil tentar divulgar esse conhecimento de forma crua e técnica, então a paleoarte vem para ser um grande facilitador deste processo. Eu não me considero um paleoartista em si, mas eu gosto de brincar um pouco com a ideia e acabei participando do concurso de paleoarte do Simpósio de Paleontologia de Vertebrados de 2018, mais como experiência pessoal do que qualquer outra coisa. A arte que eu utilizei para concorrer no concurso foi a seguinte:
A4

Nela eu retratei um pequeno dinossauromorfo lagerpetídeo (grupo de animais muito próximo aos dinossauros) caçando um pequeno réptil em uma paisagem do ambiente que acabou se transformando mais tarde na Formação Santa Maria, onde foram escavados fósseis destes animais aqui no Brasil. O desenho foi feito digitalmente e é tecnicamente simples, mas foi algo muito divertido e prazeroso de produzir. Inclusive, uma versão modificada dessa imagem foi usada como arte de divulgação de um outro trabalho meu que também foi publicado este ano (março de 2019).

No mais, a maior parte dos outros desenhos que eu poderia considerar paleoartes são mais “esquemáticos”, digamos assim. Por exemplo, este outro tem o intuito de mostrar quais ossos estão preservados no esqueleto do dinossauro (em branco) e quais não estão (em cinza), oferecendo uma reconstrução do esqueleto que seja de fácil entendimento:

silhueta copy (1)

Como e quando começou essa paixão pelos dinossauros? 

Maurício Garcia: Como mencionei antes, minha paixão por estes animais vem desde muito cedo e aconteceu de forma muito natural. Para ter uma ideia, o primeiro filme que vi no cinema foi o Dinosaur (2000) da Disney. Ver aqueles animais tão reais e ao mesmo tempo visualmente tão distantes de qualquer coisa que temos hoje em dia foi uma experiência muito marcante. Logo em seguida, tive contato com os filmes da franquia Jurassic Park, principalmente por conta do lançamento de Jurassic Park III (2001), o que fez o meu gosto específico pelos dinossauros aumentar ainda mais e ajudou a definir desde cedo qual seria a carreira profissional que eu iria seguir. Até hoje, esses são filmes que enchem meus olhos por conta da qualidade e também emocionam muito. Basicamente a minha paixão pelos dinossauros e o meu interesse pela carreira científica tem uma origem em comum e que é difícil de distinguir.

Sei que essa pergunta é batida e todo mundo deve fazer, mas não posso deixar de perguntar isso para um especialista do Triássico. Qual é o seu dinossauro favorito e por quê?

Maurício Garcia: É até muito estranho, pois de fato essa é uma pergunta comum e eu sempre tenho certa dificuldade de responder. Por conta da presença que tiveram nos meus primeiros contatos com a Paleontologia (aos 4-5 anos), alguns dinossauros como o Allosaurus (Walking with Dinosaurs – The Ballad of Big Al) e o Spinosaurus (Jurassic Park III) vão ter sempre um lugar especial comigo. Entretanto, atualmente, praticamente respirando paleontologia no meu dia-a-dia, se eu tivesse que escolher um dino para ser meu favorito seria o Buriolestes, que foi encontrado em rochas triássicas do Rio Grande do Sul e descrito em 2016. Esse animal é muito fascinante, pois ele é um sauropodomorfo, ou seja, um dinossauro da mesma linhagem dos gigantes e herbívoros saurópodes como o Argentinosaurus, o Brachiosaurus e o Diplodocus, mas pelo contrário ele era pequeno e carnívoro, o que por si só já é muito interessante. Além disso, o Buriolestes é um dos dinos triássicos mais completos conhecidos e ainda por cima tem fósseis muito bem preservados, fazendo com que ele seja de fundamental importância para um entendimento melhor a respeito da origem dos dinossauros. Eu inclusive tive a oportunidade de acompanhar parte do processo de estudo de um dos espécimes mais completos de Buriolestes, publicado em 2018.

 

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Maurício, queria terminar pedindo para você falar sobre projetos que você talvez esteja desenvolvendo, sobre suas pesquisas que estejam em andamento e pedir para você deixar seus contatos das redes sociais para que os leitores possam te achar. Manda também links de pesquisas publicadas, vídeos em que participa, outras entrevistas que já tenha feito e tudo que quiser que seja divulgado.

Maurício Garcia: Atualmente estou trabalhando em uma pesquisa sobre um novo espécime de dinossauro herrerassaurídeo, que tem como objetivo agregar mais dados a respeito destes dinossauros aqui no Brasil. O trabalho está em fase final e eu espero que ele seja publicado até o fim do ano ou no máximo no início do ano que vem. Ainda não decidi qual vai ser a minha próxima pesquisa, mas muito provavelmente será a respeito dos dinos triássicos mesmo, já que ainda temos muita coisa sobre eles para se pesquisar e descobrir.

Quem tiver interesse em ver outros trabalhos meus, a maior parte deles está disponível no meu perfil do ResearhGate e prontos para serem baixados (inclusive lá já estão disponíveis alguns fragmentos da minha pesquisa atual). Alternativamente, deixo também links específicos para os artigos os quais eu participei ou escrevi:

Estou sempre aberto a perguntas, questionamentos ou simplesmente pra conversar a respeito de algum assunto paleontológico, então qualquer interessado pode entrar em contato comigo através do meu e-mail (mauriciossauro@gmail.com) ou das minhas redes sociais Instagram (@mauriciog96) e Facebook (https://bit.ly/2Z5YhMY), além do próprio ResearchGate que eu mencionei acima. Eu realmente curto falar sobre Paleontologia, seja para explicar o que foi feito em alguma pesquisa ou simplesmente pra trocar ideias mesmo, então sintam-se à vontade para entrar em contato. Além disso, peço que os interessados em ciência, Paleontologia e divulgação científica deem uma olhada na minha página no Facebook (O Dragão Na Minha Garagem) e no Instagram (@dragao.na.garagem), tenho certeza de que não vão se arrepender do conteúdo que é oferecido por lá!

Aqueles que se interessarem pela minha pesquisa podem também conferir os seguintes vídeos onde eu comentei a respeito de dois dos meus artigos, sobre evolução inicial dos sauropodomorfos  e sobre a reavaliação do ‘Teyuwasu’. Frequentemente estou participando de lives neste canal, bem como em outros canais parceiros (confiram a lista diretamente na página inicial do canal), então quem gosta de Paleontologia, Evolução e dinossauros, vai estar bem servido.

Peço também que quem puder visite o Laboratório de Estratigrafia e Paleobiologia (em Santa Maria-RS), bem como o Centro de Apoio à Pesquisa Paleontológica da Quarta Colônia (em São João do Polêsine-RS, bem próximo de Santa Maria), que além de fósseis conta com uma exposição muito interessante, principalmente a respeito do Período Triássico. Abaixo deixei as redes sociais de ambos, caso queiram saber mais detalhes (contato e endereço).

Por fim, gostaria de agradecer imensamente pela oportunidade de poder expor um pouco o que eu faço com tanto carinho e agradecer também aqueles que tiveram paciência para ler minhas respostas imensas até o final, falar de Paleontologia é sempre muito bom e acabo querendo contar histórias demais hahahah. Enfim, não deixem de comentar quaisquer dúvidas ou de entrar em contato, e continuem acompanhando o trabalho feito no Dinosauria Blog e em suas redes sociais, a qualidade não deixa a desejar e certamente fiquei muito feliz de ter meu trabalho divulgador por aqui.

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