Braços de T. rex

Frequentemente ridicularizados pelos minúsculos braços em relação ao tamanho do corpo, T. rex e companhia foram objeto de uma nova pesquisa que indica que esses temíveis predadores carnívoros poderiam fazer muito mais do que se imagina com seus pequenos membros superiores.

O estudo observou os movimentos do peru doméstico (Meleagris gallopavo) e o jacaré americano (Alligator mississippiensis), dois parentes distantes do T. rex, e descobriram que ele e outros terópodes poderiam provavelmente virar a palma das mãos para cima em direção ao peito.

A pesquisa foi conduzida por Christopher Langel, estudante de geologia, e Matthew Bonnan, professor de biologia, ambos da Universidade de Stockton, em Nova Jersey.

“Eles podem ter conseguido girar a palma da mão para dentro e para cima de tal maneira que a palma da mão ficasse voltada para o peito quando o cotovelo fosse flexionado”

Segundo o que a pesquisa sugere, o T. rex poderia virar as mãos para dentro, em posição de palmas, o que seria muito provavelmente sua posição natural. Mas sugere também que poderia girar a palma da mão para cima, se assim quisesse. Os pesquisadores acrescentaram ainda que sobre o quanto isso seria vantajoso para o animal, talvez seja difícil de mensurar sem ver um terópode furioso caçando sua presa em ação, mas o movimento permite especular que o mesmo levasse sua presa mais perto da boca para uma mordida.

Tyrannosaurus-Rex

O próximo passo da pesquisa é testar o movimento analisado com base em ossos de um outro terópode, o Alossauro, e comparar com os resultados obtidos com os testes feitos com o peru e o jacaré americano. O objetivo é concluir se o movimento é possível de ser executado em um dinossauro terópode. Os dois apresentaram sua pesquisa na 78ª Reunião Anual da Sociedade de Paleontologia de Vertebrados, no dia 17 de outubro de 2018. A pesquisa ainda não foi publicada em nenhum periódico.

Os cientistas não puderem simplesmente analisar os movimentos e estruturas diretamente em um braço de Tiranossauro, porque os tecidos moles dificilmente são preservados e raramente se fossilizam.

“Como consequência, estamos perdendo informações sobre como as formas das articulações [terópodes] realmente se pareciam e quão distantes os ossos estavam quando o dinossauro predador estava vivo.”

Para analisar o movimento nos parentes distantes do dinossauro, foi utilizada uma técnica conhecida como Reconstruction of Moving Morphology, ou XROMM (Reconstrução da Morfologia Móvel), usando cabos de pesca para puxar o cotovelo de cada espécime, fazendo com que a asa e o braço, anexados em uma plataforma de plexiglass entre dois dispositivos que geravam filmes de raios-X, dobrassem. Dessa forma, criaram modelos virtuais dos braços e puderam analisar os movimentos dos ossos.

Com a análise, cientistas descobriram o quão complexa é a articulação do cotovelo do peru e do jacaré. Ambos os ossos do antebraço não apenas giram em torno da articulação, mas também balançam lateralmente em direção ao osso do braço como o cotovelo, fazendo com que a palma da mão gire para dentro e um pouco para cima. Os cientistas não esperavam por isso.

“Foi especialmente surpreendente ver o quanto os ossos do antebraço poderiam balançar lado a lado no cotovelo, um movimento que é essencialmente fora dos limites para mamíferos como nós”

Sobre a pesquisa, Viktor Radermacher, um estudante de mestrado de Paleontologia na Universidade de Witwatersrand em Joanesburgo, África do Sul, disse:

Se apenas olharmos para os ossos sem considerar as reconstruções cartilaginosas, poderíamos ter resultados diferentes em como reconstruímos o movimento das articulações dos membros, e isso tem implicações muito grandes a jusante na forma como interpretamos as coisas ancestrais que, então, evoluem para formas mais especializadas e entendermos essa transição.

 

A pesquisa mostra que é preciso considerar que é necessário levar em conta que esses animais possuíam tecidos moles, frequentemente ignorados quando os estudos lidam apenas com fósseis de estrutura óssea, mas que podem alterar de forma considerável o movimento das articulações.

Matéria da Live Sciencehttps://www.livescience.com/63858-t-rex-dinosaur-arms.html

Matéria do Mirrorhttps://www.mirror.co.uk/science/rexs-puny-arms-very-important-13442466

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