Amphicoelias fragillimus é na verdade um rebachissaurídeo basal!

Esse final de semana um paper traz uma informação importante: segundo Carpenter (2018), a espécie antes conhecida como Amphicoelias fragillimus está mais intimamente relacionada com as espécies basais de rebachisaurídeos do que com o Amphicoelias altus.  Por conta disso, a espécie passa a se chamar Maraapunisaurus fragillimus.

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Carpenter 2018: Figura 5. Comparação da coluna neural de Maraapunisaurus fragillimus restaurada como rebachissaurídeo (A) e vértebras dorsais de Rebbachisaurus garasbae (B) e Histriasaurus boscarollii (C). Incrementos nas barras de escala = 10 cm.

Baseando-se pela vértebra neural, Cope apontou se tratar de um Amphocoelias, o gênero que ele havia descoberto, provavelmente porque era o único diplodocóide que ele nomeou e isso permaneceu incontestado. As tentativas de mensurar o comprimento do dinossauro sempre se basearam em analogias com o Diplodocus. Até o próprio Carpenter partiu desse ponto em 2006.

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Carpenter 2018: Figura 3. Desenho feito por E.D. Cope com o holótipo de Maraapunisaurus fragillimus (Cope, 1878f) com partes rotuladas. “Câmaras pneumáticas” indicam as cavidades pneumáticas dorsolaterais do canal neural, uma característica também observada em vários rebachissaurídeos. Terminologia de Wilson (1999, 2011) e Wilson e outros (2011).

Considerando que o Maraapunisaurus é um rebachissaurídeo basal e não um diplodocóide basal, algumas dados mudam. O comprimento estimado do animal antes era de 58 metros e passa a ser de 30,3 metros, baseando-se no rebachissaurídeo Limaysaurus tessonei. No entanto, a altura dos quadris se mantém praticamente a mesma estimada anteriormente, 8 metros, duas vezes o tamanho da cabeça erguida de uma girafa.

Por outro lado, ele passa a ser o rebachissaurídeo mais antigo já encontrado e também o único exemplar na América do Norte, pois todos os demais são da América do Sul, África e Europa.

Fonte: https://svpow.com/2018/10/21/what-if-amphicoelias-fragillimus-was-a-rebbachisaurid/

Link do artigo: https://www.utahgeology.org/wp-content/uploads/2018/10/GIW2018-v05-pp227-244-Carpenter-screen.pdf

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